Aviso: A Inteligência Artificial que usamos hoje no dia a dia tem uma história fascinante. Antes de explorarmos seus efeitos práticos, vale conhecer como tudo começou. Nos dois primeiros posts de boas-vindas ao blog, contarei parte dessa história: hoje, a parte histórica; amanhã (post 2), exemplos reais de como a IA já está presente em muito do nosso cotidiano — muitas vezes sem que percebamos.
O começo de tudo
Desde a década de 1940, o matemático britânico Alan Turing — considerado o pai da ciência da computação — já se perguntava: as máquinas podem pensar? Em 1950 ele publicou Computing Machinery and Intelligence (Máquinas Computacionais e Inteligência), onde propôs o que hoje chamamos de Teste de Turing — um marco conceitual que ajudou a direcionar décadas de pesquisa.
Na prática, naquela época, os “computadores” ocupavam salas inteiras e executavam cálculos básicos; a pergunta de Turing parecia audaciosa. Mas foi essa audácia que plantou a semente da ideia: máquinas que não só calculam, mas aprendem e comunicam.
Primeiros passos da IA
A evolução foi em passos — nem sempre rápidos, mas decisivos:
- 1970–1980 — surgem os sistemas especialistas: programas que resolviam problemas complexos em nichos (medicina, diagnóstico, engenharia).
- 1997 — a IBM coloca a IA no noticiário mundial: o supercomputador Deep Blue vence Garry Kasparov no xadrez, indicando que máquinas podiam superar humanos em domínios específicos.
- 2011 — a Apple lança Siri, popularizando a interação por voz em massa e mudando as expectativas sobre “conversar” com a máquina.
A entrada das Big Techs
A aceleração real veio quando empresas com escala e dados entraram em cena:
- Microsoft (fundada em 1975) — construindo infraestrutura (Azure) e integrando assistentes como Cortana (2014) ao ecossistema Windows e produtividade corporativa.
- Google (fundada em 1998) — além de liderar pesquisa, investe em IA conversacional (Google Assistant, 2016) e pesquisa avançada com o DeepMind (AlphaGo, 2016). Essas iniciativas transformaram pesquisa, voz e serviços em produtos cotidianos.

O que essas empresas trouxeram de decisivo foi combinação de dados em escala, poder de processamento (GPU/TPU) e modelos matemáticos que aprendem padrões — a base do salto que vivemos hoje.
No próximo post
A qualidade do reconhecimento de voz (usada em Assistants) é a mesma tecnologia por trás de traduções automáticas e do ditado nos celulares. Amanhã, exemplos de como esses avanços das grandes empresas se traduzem em ferramentas úteis no seu dia a dia.
Conclusão
A história da IA mistura curiosidade teórica (Turing), marcos experimentais (Deep Blue, AlphaGo) e a tomada de escala pelas Big Techs. Essa trajetória nos trouxe da teoria para produtos reais que impactam como vivemos e trabalhamos.



